Beribéricas


Bacon aos porcos! (Look, I’m so witty!)
August 4, 2009, 6:08 pm
Filed under: crí(p)ticas, das neuroses, devaneios, novidades

Vou fazer o seguinte: vou me enrolar bem quieto naqueles cobertores e, com sorte, já que se acabaram os calmantes, vou me esquecer que eu sou eu, e que não posso nunca ser outra coisa, e vou descansar por algumas horas.

Dos enfrentamentos, babe? Conheço todos. Maldita sede que me coloca suplicante, aos pés disso, e que me impele aos espaços mais estranhos, aos espaços mais urgentes, aos cadavéricos entreatos, à leveza. E por essa razão, não serão algumas horas perdidas (será que podemos chamá-las assim?) que vão engatilhar uma pandemia de como-perdi-tempo’s dentro do meu cérebro. Eu gosto de viver. Tu não sabia?

Vamos fazer o seguinte também (depois de um sono bem roxo, como se eu me espraiasse no púrpura): vamos continuar por aí, soerguendo a corpulência miserável que pouco a pouco se esfria e se encolhe, vamos continuar vomitando o mesmo palavrório descabido enquanto pensamos em coxas e em buracos tão distintos.

Me despeço entre (vejam só) heidegguerianismos (bobos? descabidos? tão pululantemente emergentes? não sei.): “o homem habita o mundo como poeta.”

O velho diz, porque o velho sabe.

Eu? Eu não sei; eu não sei, Isabel! (era isso?)



Hello Saferide
May 31, 2009, 5:02 pm
Filed under: das neuroses, novidades, outrem

Would you freak out if I said I like you?



S.
April 6, 2009, 3:12 am
Filed under: das neuroses, inefáveis, novidades

Eu não devia te revelar isso, mas essa chuva caindo larga, esse uísque que desce fácil, o abajur bruxuleando… essas coisas colocam qualquer um putamente comovido com o estado de tudo, com a falta, a indecisão e, principalmente, com o que teima em ficar sem nome.

Por que é tão normal que a folha caía, ou o cigarro acabe, ou que as crianças brinquem? Nunca entendi muito bem isso de as coisas serem tão comuns, passado alguns anos e certo embrutecimento.

O que faremos afinal, S.? A resposta vem fácil se pensarmos logicamente. Mas nenhum de nós parece estar muito seguro de como esses passos tão abstratos funcionam.

Ontem, voltando pra casa, eu encontrei novamente aquele senhor que me abordou no café, mês passado. Conversava, com amigos talvez, ou talvez passasse por ali e tenha, muito audacioso, se permitido sentar com os desconhecidos, como fez comigo, mês passado. Talvez algum deles fosse da família, talvez fosse casado com algum dos dois e gostasse do flagelo, como eu gostei do flagelo, no mês passado.

Eu não sei, S.. Por quê? Eu que sempre tive tanta certeza? Eu, o atrevido, a tocar os pés pelas mãos, e a andar sempre com o peito aberto, todo entranha, todo exposto, feito uma ostra a dar-se pras funduras descontínuas.

Eu já te disse isso antes, repito, reitero: meu coração está aí para quem quiser morder. Olha!, ele é tão carnudo, tão cheio de si, bate tão ritmado entre épuras coaguladas. Não me incomodam aqueles que olham e rejeitam, nojo ou vegetarianismo, medo ou saciedade. Me incomoda que peguem nele, e que apalpem, luxuriosos, apertando nos montículos cavernosos ou sentindo as arroxeadas palpitações, como tu tens feito. Porra, eu não tenho muita paciência pra preliminares dessa ordem.

“Literatura e Erotismo”, “Leremos Bataille…”, “Lacan e Freud também”: Olha que próspero. Vão dizer o quê? Que se escreve com o corpo? Que se lê com o corpo? Que no ato há a experimentação do contínuo, por dois sujeitos descontínuos? Que se foda.

Escuta, o que faremos afinal, S.? É continuar com esse jogo empatado, entre almíscar, suor, a solidão tão convencional e as elucubrações mais ou menos peculiares de entender os sujeitos e suas motivações… Hnn… Que merda, hein. De que adianta estudar os sujeitos, o comportamento, o inconsciente (tanto faz, ao cabo é tudo a mesma coisa) sem saber se mexer, sem saber pensar ou tomar uma decisão.

Vai ficar tudo em família. Quem sabe uma família nova? Que te parece?

Da concretude à abstração. Da concretude à abstração.

Olhasse os Bosch que te mandei? São lindos, né?!

Vou atender o telefone, já venho.



prêt-à-porter
January 20, 2009, 2:57 am
Filed under: balacas filosóficas, di valore, novidades

essa semana estou aqui, em um projeto especial do Fellipe



Nietzsche
January 2, 2009, 4:29 pm
Filed under: di valore, novidades, outrem

PARA O ANO NOVO. (…) Hoje, cada um se permite expressar o seu mais caro desejo e pensamento: também eu, então, quero dizer o que desejo para mim mesmo e que pensamento, este ano, me veio primeiro ao coração — que pensamento deverá ser para mim razão, garantia e doçura de toda a vida que me resta! Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas: — assim me tornarei um daqueles que fazem belas as coisas. “Amor fati”: seja esse, doravante, o meu amor! Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que a minha única negação seja desviar o olhar! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia, apenas alguém que diz Sim!

A Gaia Ciência, § 276



nouvelles
December 2, 2008, 9:37 pm
Filed under: novidades

agora Guilherme usa alpargatas…