Vou fazer o seguinte: vou me enrolar bem quieto naqueles cobertores e, com sorte, já que se acabaram os calmantes, vou me esquecer que eu sou eu, e que não posso nunca ser outra coisa, e vou descansar por algumas horas.
Dos enfrentamentos, babe? Conheço todos. Maldita sede que me coloca suplicante, aos pés disso, e que me impele aos espaços mais estranhos, aos espaços mais urgentes, aos cadavéricos entreatos, à leveza. E por essa razão, não serão algumas horas perdidas (será que podemos chamá-las assim?) que vão engatilhar uma pandemia de como-perdi-tempo’s dentro do meu cérebro. Eu gosto de viver. Tu não sabia?
Vamos fazer o seguinte também (depois de um sono bem roxo, como se eu me espraiasse no púrpura): vamos continuar por aí, soerguendo a corpulência miserável que pouco a pouco se esfria e se encolhe, vamos continuar vomitando o mesmo palavrório descabido enquanto pensamos em coxas e em buracos tão distintos.
Me despeço entre (vejam só) heidegguerianismos (bobos? descabidos? tão pululantemente emergentes? não sei.): “o homem habita o mundo como poeta.”
O velho diz, porque o velho sabe.
Eu? Eu não sei; eu não sei, Isabel! (era isso?)
